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Bate-papo com os escritores que participaram da VI Feira Literária de Viamão 16 | 06 | 2008

Posted by Velha Capital in notícias.
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Bate-papo com os escritores que participaram da VI Feira Literária de Viamão
 
Walmor Santos – Alunos de várias escolas puderam participar de um bate-papo com o escritor, cronista e publicitário Rubem Penz, na manhã de quinta-feira, dia 12. O escritor falou um pouco sobre a sua trajetória de vida. Disse que iniciou sua jornada no mundo das letras na internet, fazendo um blog onde escrevia crônicas diariamente. Gostou tanto da experiência que escreveu o livro “O Y da Questão e Outras Crônicas”, sendo indicado para o prêmio Açorianos. Atualmente é colunista e escreve crônicas no jornal Diário de Viamão. Há cinco anos, quando veio residir no município, ficou mais atento aos fatos que acontecem na cidade, passando a comentá-los em seus textos. “O cronista fala sobre muitos assuntos, mas, sobretudo, da atualidade.  
A palavra cronista vem de cronos, que significa tempo”, explica. Penz ainda lembra que para poder escrever é preciso ler muito, a fim de ter inspiração e argumentos.

Walmor Santos – Histórias rápidas, contos e poesias são as principais características das obras do escritor Walmor Santos, que esteve conversando com alunos de várias escolas, na tarde da última quinta-feira, dia 12. Segundo ele, começou a escrever aos 20 anos no jornal Correio Rural. Desde então, o hábito de escrever tornou-se mais do que uma profissão, uma paixão. O mesmo tem boas recordações de Viamão. “Este município é um paradigma na minha vida, vivi toda a minha juventude aqui. 
Casei e tive os meus filhos nesta terra. Tenho muitos laços afetivos e histórias marcantes”. Quanto à qualidade da leitura, Walmor é crítico: “Há grande incentivo para a leitura, mas falta qualidade. A leitura não é um evento, é um processo formador”. Walmor Santos tem 21 obras publicadas, sendo que “O paraíso é no céu da sua boca”, está em sua 12ª edição e já recebeu o prêmio José Guimarães e Paraná de Contos. O livro que mais marcou a vida do escritor foi “A arte de enganar o medo”.

Mário Amaral – Com sete livros publicados, sendo quatro de suspense, dois de contos e crônicas e um infantil, o escritor sente-se muito satisfeito. 
“Hoje há uma maior conscientização das pessoas em relação à leitura. As escolas realizam trabalhos direcionados com os livros, viabilizando cada vez mais a importância deste hábito tão imprescindível”. Em 23 escolas do Rio Grande do Sul, há obras do escritor que citou Viamão como uma das cidades históricas para a formação do Estado. Entre seus livros, “O enigma do olhar”, publicado em 2002, é o que ele mais gosta.
Outras obras: Livro de suspense, lançado também em 2002, “Na hora errada”. O primeiro livro infantil publicado por ele, foi “O garoto boaação”, em 2007. E por último, em abril de 2008, em uma linguagem jovem, lançou o livro “Tem alguém aí”, que fala do orkut e msn.

Luís Dill – Formado em Jornalismo pela PUC/RS, o escritor descobriu desde cedo que a melhor maneira de alguém se tornar autor é gostando de ler.
“Aliás, quem gosta de ler pode ser o que quiser. Quem lê afia sua criatividade e sua imaginação”, disse o autor, destacando que adora conhecer os leitores. “Sem eles não existiriam os livros e o mundo seria muito sem graça”. Dill tem sete livros publicados, sendo cinco infanto-juvenil (A caverna dos diamantes, Olhos de rubi, A noite das esmeraldas, Sombras no asfalto e O punhal de jade), um infantil (Arca dos haicais) e um adulto (Lâmina cega).

Veralindá Menezes – Seus filhos são sua fonte de inspiração. A autora sempre gostou de criar histórias para contar a seus filhos. Antes de ser escritora, formou-se em Ciências Contábeis pela PUC/RS. Na sua área de formação, atuou como auditora na iniciativa privada e na função pública. 
Foi ativista sindical e participou de atividades ligadas aos direitos humanos e ao movimento negro. Com o passar do tempo, a convivência com as atividades artísticas de seus filhos lhe deu a coragem para se aventurar nessa nova profissão. O livro Princesa violeta é inspirado em sua filha mais velha, a atriz Sheron Menezes, a quem sempre chamou de princesa. A autora já escreveu “Lillindda, O velho do saco e A menina que não queria comer.

Sérgio Napp – Além de professor e engenheiro, formado pela Ufrgs, Sérgio Napp é escritor e compositor. Também é produtor de shows e de discos com inúmeras premiações como letrista. Gosta de escrever, não importa para qual público. 
Napp é também o criador de personagens que aparentemente moram na esquina de nossa rua, mas que na verdade se perderam ou se acharam nas esquinas do mundo. Tem 12 obras publicadas, divididas em infanto-juvenil, poesia, conto, novela e infantil.
Gosta muito de escrever poesia e letras de música que, segundo ele, se aproximam da poesia. O escritor, que pela primeira vez participou da feira do livro de Viamão, se colocou à disposição das escolas para conversar com os alunos.

Marô Barbieri – Professora de Português, começou a escrever porque fez um projeto de literatura onde aprendeu a conhecer as crianças. “Me encontrei com esse universo alegre, espontâneo e natural. Depois que publiquei o primeiro livro, procurei escrever a melhor história, o que nunca aconteceu. A cada texto que tu trabalhas, tens a responsabilidade de trabalhar melhor”, explica a escritora, ressaltando que essa insatisfação é que faz o autor escrever cada vez melhor. “Escrever para crianças é uma especificidade.
O grande compromisso do escritor é escrever bem. Não apenas certo, mas bem e bonito”, finaliza. Marô tem 18 livros publicados. Trabalha com ficcional fantástico. Literatura infantil é a área onde mais gosta de transitar, pois, conforme a escritora, tudo pode acontecer. Os livros que ela faz questão de destacar são: Tinoca-minhoca, A princesa que não sabia chorar e O João dos olhos mágicos.

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Viamão – Educação / Notícias http://www.viamao.rs.gov.br/educacao03.htm

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